quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sobre pedras e pontes

O que é pensar na formação [dentro de um curso de Pedagogia]? Falamos de qualificação profissional, de formação continuada, mas pouco refletimos sobre o que valorizamos. O processo que passamos como estudantes, não se restringe no cumprir tarefas, ganhar notas, ter o maior C.R... Vai muito além!
“Troca de conhecimentos, saberes, experiências”, quantas vezes ouvimos/ falamos essa frase, principalmente pensando em uma educação de qualidade, que valoriza o outro e tudo o mais...? Quantas vezes, também, essa frase aparece no blábláblá pedagógico? Mas quantas das vezes refletimos sobre essa “troca”? Vale ressaltar que essa troca, por mais bonita que seja a intenção, pode se dar de cima para baixo... EU professor, acadêmico, soberano, iluminado em defesa do conhecimento legítimo, TROCO com MEU aluno, que traz características do seu contexto social, da sua vivência [e PONTO]. Essa troca se restringe nessa negociação conteúdo X saberes próprios perpassa em diversas relações. Diversas!
O processo da construção do saber vai muito além dessa desqualificação. Falo aqui da comunicação, relação, do olhar ao outro fazendo de fato uma leitura [da vida, dos valores, dos sentimentos...] Meio a reuniões de Centro Acadêmico, almoço no bandeja, conversa nos corredores, debates em aula... fico pensando no que valorizamos [nós Pedagogia Puc-Rio]. A questão não é chegar em uma resposta única, muito menos pronta, mas sim de construir no processo do “cotidiano do dia-a-dia” [by Phillipi].
(Re) pensar, (re) conhecer, (re) construir, (re) organizar... se despir, trocar de roupa, voar fora da asa, quebrar a gaiola do vício do dia-a-dia! Nenhuma represa represará o rio da vontade!
É muito bom fazer parte desse movimento!

Povo, vamos além!
Até porque, quem tá junto tá junto e não tem caô!


[Sodré, tarde inquieta de maio]

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